domingo, 18 de junho de 2017

Marina da Glória terá passeios para ver tartarugas e peixes

A atividade integra a programação da Semana do Meio Ambiente, que acontece de segunda (19) a sexta (23)

Tartaruga marinha: visitas diárias na programação (iStock/Divulgação)


Diariamente haverá um passeio para mostrar os peixes e as tartarugas que fazem parte da fauna marinha local. Também estão previstas uma exposição com réplicas do boto-cinza e a construção de uma prancha de stand-up paddle com garrafas plásticas. Essas são algumas das atividades programadas para a Semana do Meio Ambiente, que acontece na Marina da Glória de segunda (19) a sexta (23), visando a conscientizar a população da importância da preservação da natureza. As atrações da feira, montada no pavilhão principal, incluem ainda uma série de palestras, com temas como poluição marinha, crimes ambientais e unidades de conservação. A entrada é gratuita e aberta ao público mediante inscrição pelo e-mail: ambiental@brmarinas.com.br.



FONTE: http://vejario.abril.com.br/cultura-lazer/marina-da-gloria-tera-passeios-para-ver-tartarugas-e-peixes/

sábado, 17 de junho de 2017

Maqua UERJ: Golfinhos viram presença diária na Baía de Guanabara

Num fenômeno atípico, grupo de cerca de 50 animais parece ter se mudado para o lugar

Um grupo de cerca de 40 golfinhos, da espécie dentes-rugosos, se tornou a mais nova (e bela) surpresa da tão maltratada Baía de GuanabaraFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

A manhã na Baía de Guanabara começou com cara de ressaca. Por volta das 7h, um bote inflável movido a motor deixou um clube da Ilha do Governador com dois biólogos da Uerj a bordo. Depois de uma parada rápida na Marina da Glória, a embarcação seguiu em direção ao lado oposto, vencendo as ondas da Boca da Barra. Em apenas meia hora, sem qualquer pista, a equipe, já próxima à Fortaleza de Santa Cruz, encontrou o que buscava: um grupo de cerca de 40 golfinhos-de-dentes-rugosos, que se tornou a mais nova (e bela) surpresa da tão maltratada Baía de Guanabara. Entre os animais, há um filhote recém-nascido, sempre ao lado da mãe. Tão simpáticos quanto “Flipper”, o golfinho que protagonizava uma série nos anos 1960, alguns animais cercaram a embarcação e colocaram suas cabeças para fora, curiosos. Num certo momento, um deles brincou com o lixo flutuante — jogou para o alto uma embalagem de margarina, como se estivesse fazendo embaixadinha.

Entre os animais há um filhote recém-nascido, sempre ao lado da mãeFoto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Neste outono, a Baía dá demonstrações de que, mesmo agonizante e praticamente abandonada à própria sorte pelo estado em crise, continua viva. A presença desses golfinhos (da espécie Steno bredanensis, seu nome científico) numa frequência quase que diária é algo completamente atípico. O fenômeno inusitado se completa com o fato de o mesmo grupo explorar áreas cada vez mais distantes da entrada da Baía, como a Ponte Rio-Niterói.

Passeio de animais até Botafogo

Nas últimas semanas, pesquisadores se depararam com os bichos até do outro lado da Ponte. Virou rotina acompanhá-los perto do Aeroporto Santos Dumont, do Porto do Rio, do Museu do Amanhã, da Praia de Botafogo e da orla de Niterói. A cada dia, os golfinhos-de-dentes-rugosos dão show nas águas da Baía, com cenas de piruetas no ar, atraindo a atenção de esportistas, pescadores e profissionais embarcados em navios. Dois grupos de pesquisa monitoram hoje a turma: o Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua), da Faculdade de Oceanografia da Uerj, e o projeto Baleias e Golfinhos do Rio de Janeiro, que atua em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, o Programa Marinho do WWF-Brasil e o Instituto Mar Adentro.

— O golfinho-de-dentes-rugosos é o nosso muso do outono — elege a bióloga Liliane Lodi, do Baleias e Golfinhos. — Há dois meses acompanhamos um grupo, entre 40 e 50 animais, na Baía de Guanabara, pescando. É a época da tainha. Desde 2004, trabalho monitorando golfinhos na nossa costa, mas nunca tinha visto eles entrarem com essa frequência e indo tão dentro da Baía. E há vários filhotes junto. Às vezes, assistimos às mães ensinando os bebês a pescar: elas soltam o peixe para os filhotinhos; se eles não conseguem pegar, elas repetem.


Os animais que no momento habitam a Baía são sempre os mesmos. A identificação é feita por marcas nas nadadeiras: eles mordem uns aos aos outros como forma de brincar. Os representantes dessa espécie possuem estrias verticais nos dentes (por isso o nome pelo qual são conhecidos), podem medir até 2,80m e têm a boca cor-de-rosa. Também emitem sons que servem para explorar o ambiente e localizar presas. Na Baía, seguem barcos e canoas havaianas. Entre uma pescaria e outra, dão saltos no ar, atraindo cardumes:

— Eles brincam com os sacos, ficam jogando de um para outro. Mas esse plástico pode também matá-los — diz o biólogo Alexandre Azevedo, integrante do Maqua, que também monitora os botos-cinza.
Pela última estimativa, restam apenas 34 botos na Baía de Guanabara, sendo que eles estão cada vez mais restritos ao fundo do espelho d’água. Pelo observação dos pesquisadores do laboratório, os golfinhos-de-dentes-rugosos não costumam ficar assim tão à vontade em áreas habitadas pelos botos. Com o caminho mais livre, aproveitam:

— Talvez estejam colonizando o espaço deixado pelo boto-cinza na Baía. Há essa possibilidade, mesmo que pequena. A característica deles é se deslocar muito em busca de alimentos. Golfinhos vistos aqui também já foram registrados por pesquisadores no Norte de São Paulo e na Ilha Grande — afirma Alexandre.

O Maqua tem registrado 150 animais da espécie que frequentam a Baía. Alguns observados agora são os mesmos de outros anos. Mas, em 25 anos de acompanhamento feito pelo laboratório, é a primeira vez que um grupo parece ter “se mudado” para a Baía. Pode ser que a turma permaneça até o fim do inverno.

Tainha é uma “iguaria”

Os reais motivos para essa mudança de comportamento são um mistério. Há algumas hipóteses. Além do espaço deixado pelos botos, há um possível aumento na quantidade de tainhas, que estão na época de reprodução. Presidente da Associação Livre de Pescadores e Amigos de Itaipu, Jorge Nunes de Souza, o Chico, diz que, desde o ano passado, o litoral do Rio, incluindo a Baía, conta com mais peixes da espécie pela restrição à pesca industrial no Sul do país, imposta pelo governo federal desde 2015. Os golfinhos já foram em vários momentos flagrados por câmeras dos pesquisadores com tainhas na boca e também peixes-espada, outro “prato” muito disputado.


— A presença deles não quer dizer que a qualidade da água esteja melhorando. Eles se alimentam aqui, mas estão expostos a todo tipo de degradação da Baía de Guanabara. Mas, apesar disso, a Baía continua muito importante para a vida marinha. Ela precisa é ser cuidada, porque tem muito a oferecer — destaca Alexandre, do Maqua.

A cada dia os golfinhos-de-dentes-rugosos (cientificamente Steno bredanensis) dão show nas águas da Baía, com cenas de piruetas no ar, atraindo a atenção de esportistas, pescadores e profissionais embarcados em navios Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo


Liliane Lodi conta que, em abril, se deparou com um filhote bem pequeno com a mãe. Agora, já está maior e mais gordinho. Sinal de que há vários dentes-rugosos cariocas na área. Após o inverno, pesquisadores dizem não saber qual será o destino do grupo, que, enquanto não vai embora, diverte turistas e quem navega pela Baía de Guanabara. A cada encontro, a festa é grande:

— É muita emoção remar com eles — diz o biólogo e professor de canoa havaiana Paulo Cordeiro. — Ver um animal selvagem em sua plenitude, senhor absoluto do seu ambiente, é fantástico. Sem falar que eles agora estão na nossa raia de treinos. É um privilégio compartilhar o mar com esses mamíferos.


terça-feira, 30 de maio de 2017

Ilha no Pacífico tem a maior concentração de lixo plástico do mundo

A ilha fica a cerca de 5.5 mil km da costa do Chile


Uma ilha desabitada do Pacífico Sul é o local com a maior densidade de lixo plástico do mundo. A Ilha Henderson, parte do arquipélago de Pitcairn, um território do Reino Unido, tem um número de pedaços de plástico em suas praias estimado em 37,7 milhões. O motivo? Henderson fica no caminho de uma corrente marinha, e acaba recebendo lixo jogado de navios e vindo da costa oeste da América do Sul.

*Como o derretimento de geleiras está levando ao ressurgimento de doenças 'adormecidas'

*Poluição ameaça local de nascimento de Buda e obriga monges a meditar de máscara

Cientistas britânicos e australianos, que mapearam o estado da poluição na ilha, esperam que seu estudo faça as pessoas "repensarem seu relacionamento com o plástico". Eles estimam que haja uma densidade de 671 itens por metro quadrado e um total de 17 toneladas.

"Uma grande parte dos detritos que encontramos na ilha era o que erradamente chamamos de descartáveis", disse a bióloga Jennifer Lavers, da Universidade da Tasmânia (Austrália).Image captionAnimais, como crustáceos, acabam afetados pelo lixo."


Animais, como crustáceos, acabam afetados pelo lixo


O estudo, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences, descreve como o arquipélago, distante mais de 5,5 mil km da costa do Chile, funciona como uma espécie de "pia" para o lixo do mundo, localizado perto de um "ralo" chamado Giro do Pacífico Sul - o maior sistema de correntes marítimas do globo.

Além de restos de objetos ligados à pesca, as areias em Henderson estão salpicadas de itens mais familiares do dia a dia, como escovas de dentes, isqueiros e lâminas de barbear.

"Caranguejos estão usando tampas, potes e jarras de plástico como novas casas", disse Lavers.

"Pode parecer bonitinho, mas não é. O plástico é velho, frágil e tóxico."

A cientista contou ainda que foi encontrado um grande número de capacetes plásticos, do tipo usado na construção civil.
Escala da sujeira. Henderson faz parte de uma lista de lugares do mundo reconhecidos como patrimônio da humanidade pela Unesco, a agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, que descreve "praias intocadas" e "paisagens exuberantes". Uma imagem que não poderia ser mais diferente das divulgadas por Lavers e os colegas.Image captionQuantidade de detritos na ilha seria de 37,7 milhões

"Quase todas as ilhas do mundo e quase todas as espécies no oceano de alguma forma estão sendo afetadas por nosso lixo. Nenhum país e nenhuma pessoa está impune", afirmou a cientista.

Lavers explicou que o plástico é especialmente devastador para os oceanos porque boia e é para lá de durável - uma garrafa, por exemplo, demora uma média de 450 anos para degradar.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Brasil tem maior diversidade de árvores do planeta

Pesquisadores estimam que haja 60.065 espécies de árvores no mundo, das quais 14% são encontradas em território brasileiro.


Digitalização de dados permitiu fazer levantamento inédito de espécies (Foto: BGCI )

O Brasil é o país com a maior biodiversidade de árvores do mundo, aponta um levantamento inédito.

Há 8.715 espécies de árvores no território brasileiro, 14% das 60.065 que existem no planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia, com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of Sustainable Forestry, o estudo foi realizado pela Botanical Gardens Conservation International (BGCI na sigla em inglês), uma organização sem fins lucrativos, com base nos dados de sua rede de 500 jardins botânicos ao redor do mundo.

A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

Ameaça

A pesquisa mostrou que mais da metade das espécies (58%) são encontradas em apenas um país, ou seja, há países que abrigam com exclusividade, certas espécies - podem ser centenas ou milhares -, o que indica que estão vulneráveis ao desmatamento gerado por atividade humana e pelo impacto de eventos climáticos extremos.

Trezentas espécies foram consideradas seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza.

Também foi identificado que, com exceção dos polos, onde não há árvores, a região próxima do Ártico na América do Norte tem o menor número de espécies, com menos de 1,4 mil.

Trezentas espécies estão seriamente ameaçadas, por terem menos de 50 exemplares na natureza (Foto: BGCI)

O secretário-geral da BGCI, Paul Smit, disse que não era possível estimar com precisão o número de árvores existentes no mundo até agora porque os dados acabam de ser digitalizados.

"Estamos em uma posição privilegiada, porque temos 500 instituições botânicas entre nossos membros, e muitos dos dados não estão disponíveis ao público", afirma.

"A digitalização destes dados é o auge de séculos de trabalho."

Uma parte importante do estudo foi estabelecer referências e coordenadas geográficas para as espécies de árvores, o que permite a conservacionistas localizá-las, explica Smith.

Pesquisa mostrou que mais da metade das espécies de árvores são encontradas em um único país (Foto: BGCI)

"Obter informações sobre a localização dessas espécies, como os países em que elas existem, é chave para sua conservação", diz o especialista.

"Isso é muito útil para determinar quais devemos priorizar em nossas ações e quais demandam avaliações sobre a situação em que se encontram."

Conservação

Entre as espécies em extinção identificadas pela BGCI está a Karoma gigas, nativa em uma região remota da Tanzânia. No fim de 2016, uma equipe de cientistas encontrou apenas um único conjunto formado por seis exemplares.


Base de dados será fundamental para conservar espécies, diz especialista (Foto: Kyle Dexter)

Eles recrutaram habitantes da área para proteger essas árvores e monitorá-las para que sejam alertados caso produzam sementes.

Assim, as sementes poderão serão levadas para jardins botânicos da Tanzânia, o que abre caminho para sejam reintroduzidas na natureza depois.

A BGCI diz esperar que o número de árvores da lista cresça, já que cerca de 2 mil novas plantas são descritas todos os anos.

A GlobalTreeSearch, uma base de dados online criada a partir do levantamento, será atualizada toda vez que uma nova espécie for descoberta.


FONTE: 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Abertura de inscrições e submissão de trabalhos VIII Erebio RJ/ES





VIII EREBIO RJ/ES – ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIA RJ/ES
Aqui também tem currículo! Com a palavra, os professores de Ciências e Biologia
11, 12 e 13 de setembro de 2017
Unirio, UFRJ (Praia Vermelha) e Instituto Benjamin Constant


ABERTAS AS INSCRIÇÕES E SUBMISSÃO DE TRABALHOS


Mensagem:
Estão abertas até 12/06 as inscrições e submissão de trabalhos para o VIII EREBIO RJ/ES. Neste ano contaremos com sistema de submissão online de trabalhos e gerenciamento das inscrições.

Veja as normas para inscrição e submissão de trabalhos:

Para se inscrever e submeter seus trabalhos acesse:


Contamos com a participação de todos/as.

Comissão Organizadora

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Plástico já entrou na cadeia alimentar terrestre, mostra estudo

Pesquisadores encontram pedaços de plástico no sistema digestivo de minhocas e galinhas, indicando que os resíduos podem chegar também ao estômago humano

Descobertas anteriores já tinham confirmado a existência de microplásticos no estômago de animais marinhos, mas, pela primeira vez, o mesmo foi observado em terra firme (Joseph Eid/AFP)

Uma equipe de cientistas mexicanos e holandeses documentou pela primeira vez a entrada de microplásticos na cadeia alimentar terrestre, graças a um estudo de campo desenvolvido na reserva ambiental de Los Petenes, no México. Os pesquisadores apresentaram os resultados nesta terça-feira durante uma reunião da União Europeia de Geociências.

Apesar de há anos existirem estudos sobre a entrada do plástico na cadeia alimentar marinha, este seria o primeiro a documentar o fenômeno no entorno terrestre, segundo explicou a cientista mexicana Esperanza Huerta, do centro de pesquisa Colégio da Fronteira Sul (ECOSUR, na sigla em espanhol). Ela coordenou a pesquisa junto a cientistas da Universidade de Wageningen, na Holanda.

De acordo com a pesquisadora, devido à falta de recolhimento e gestão dos plásticos, os habitantes de Los Petenes queimam os resíduos e os enterram no chão de suas hortas, aumentando o risco de microfragmentação. Analisando o solo, as minhocas e as fezes de galinhas domésticas de dez hortas na reserva mexicana, a equipe detectou a presença de plástico na terra e até dentro dos animais terrestres – o que, considerando que eles são uma fonte de alimento para muitas pessoas, representa um risco à saúde humana.


Huerta explica que as minhocas acabam ingerindo o plástico junto com a terra. Assim, quando são devoradas pelas galinhas, transportam essas substâncias para dentro do estômago e das moelas das aves, que, por sua vez, são ingeridas por humanos. Também é possível que as galinhas se contaminem diretamente, ingerindo plástico do solo ao beliscar pedaços que estão aderidos a restos de comidas.

Huerta assegurou que, considerando que Los Petenes é uma reserva ambiental e seus habitantes recebem educação para cuidar do meio, é possível que em outros entornos a situação seja inclusive pior. O grande problema, para a pesquisadora, é o costume de queimar os plásticos, o que agrava a contaminação.

“Pensam que ao queimá-lo resolveram o problema. Mas a situação é que ele fica acessível aos invertebrados do chão, e se for acessível para eles, é também para o resto da cadeia alimentar”, resumiu.

As moelas das galinhas, que, segundo os cientistas, também tinham concentrações de microplástico em seu interior, são usadas em diversos pratos tradicionais mexicanos. A pesquisadora apontou que as pessoas com as quais falou confessaram não limpar as moelas por dentro, lavando somente por fora e cozinhado logo em seguida, prática que pode, facilmente, levar à contaminação de uma pessoa.

Sobre qual seria a real consequência do consumo de plástico para a saúde humana, a pesquisadora indicou que são necessários mais estudos a respeito, mas o considerou um “grande risco”. Para as minhocas, no entanto, os efeitos são mais claros. Huerta, que é especialista no estudo desses invertebrados, diz que, dependendo da concentração e do tempo de exposição ao plástico, a mortalidade aumenta de forma considerável e a fertilidade dos animais se reduz.

Embora o acesso ao plástico tenha melhorado a vida das pessoas, afirma a professora, sua escassa degradação é um grande problema e deve ser motivo de preocupação, evidenciando a necessidade de algum tipo de regulamentação internacional para evitar doenças.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Rio Amazonas tem mais de 9 milhões de anos


Pesquisadores da UnB descobrem que rio Amazonas tem mais de 9 milhões de anos

Até então se pensava que rio tinha entre 1 e 1,5 milhão de anos. Estudo feito em parceria com universidades europeias mostrou que formação dos Andes determinou ‘nascimento’ do Amazonas.


Rios amazônicos (Foto: Arquivo TG)

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília, em parceria com cientistas europeus, descobriu que o rio Amazonas é oito milhões de anos mais velho do que se pensava. A constatação se deu com base na análise dos sedimentos encontrados no rio. A maioria, segundo os pesquisadores, deriva da formação dos Andes no Mioceno tardio, período que vai de 10 a 5 milhões de anos atrás.

As pesquisas anteriores informavam que o Amazonas tinha entre 1 e 1,5 milhão de anos. De acordo com o professor e geólogo da UnB Roberto Ventura, o Amazonas já existia, mas era pequeno e não chegava a se encontrar com o oceano. A idade de 9 a 9,4 milhões é contada a partir da expansão do rio para o Atlântico, formando o Amazonas que conhecemos hoje.


“Na verdade, há 9 milhões de anos o Amazonas era um lago que corria pelo norte, foi nessa época que ocorreu a transcontinentalização do rio”, informou Ventura.


Para o professor, a descoberta é importante para entender o processo de evolução do rio nesses últimos nove milhões de anos e projetar uma tendência para o futuro. “Estão ocorrendo várias secas no Amazonas, seguidas de períodos de cheias em tempos não previstos. E nós não vamos conseguir entender esses fenômenos olhando apenas para o tempo presente”.

Chuvas no Distrito Federal

Um ponto que segundo o pesquisador é relevante especificamente para Brasília é que, o Amazonas determina também o regime de chuvas no Distrito Federal.

“A chuva durante nosso verão em Brasília vem da Amazônia”

Ventura explicou que essa barreira criada é fundamental para a frequência de chuvas no centro-oeste do país e por isso entender os fenômenos naquela região, pode contribuir para determinar também as condições climáticas no Distrito Federal.

Rio Amazonas na reigão de Santarém até Ituqui no Rio Amazonas. (Foto: Armando Carvalho/TV Tapajós)

A partir do momento que os Andes já estão formados e o rio Amazonas também, foi criada uma grande barreira. Os Andes impedem que a massa de ar úmida vá para o Pacífico, então ela volta e se distribui para o Brasil central. Entender os fenômenos de lá, significa também projetar o que pode acontecer aqui”.

Ventura explicou que, para a geologia o rio ainda é “jovem”. As mudanças são “recentes’, mas transformaram totalmente a paisagem na região. De acordo com o resultado da pesquisa, a floresta de planície que atualmente é vista na Amazônia, começou a se formar há nove milhões de anos com a expansão do rio e com as mudanças tectônicas dos Andes.

“Os Andes começaram a se levantar e empurraram o Amazonas pelo continente fazendo com que ele carregasse sedimentos da cordilheira por toda a região, mudando a vegetação e a biodiversidade local.”