terça-feira, 9 de maio de 2017

Lagarta comedora de plástico é nova aposta contra acúmulo de lixo


Larva de mariposa devora sacolas de plástico e pode ser a chave para combater a poluição ambiental, dizem cientistas.

Larvas de lagartas em placa de Petri usadas no experimento (Foto: CSIC/Divulgação)

Uma lagarta que come sacolas de plástico pode ser a chave para combater a poluição ambiental, dizem cientistas.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram que a larva de mariposa, que se alimenta da cera da colmeia de abelhas, também pode degradar plástico.

Experimentos mostraram que o inseto pode quebrar as ligações químicas do plástico de forma semelhante à digestão da cera de abelha.

Por ano, cerca de 80 milhões de toneladas de polietileno são produzidas no mundo. Esse tipo de plástico, comum em material hospitalar e embalagens domésticas, leva cerca de 50 anos para se decompor na natureza.

Entretanto, as lagartas de mariposa (Galleria mellonella) podem fazer buracos na sacola de plástico em menos de uma hora.

O bioquímico Paolo Bombelli, da Universidade de Cambridge, é um dos pesquisadores do estudo publicado no periódico científico Current Biology.

"A lagarta é o ponto de partida", disse Bombelli à BBC News. "Precisamos entender os detalhes de como o processo ocorre. Esperamos ter uma solução técnica para minimizar o problema do acúmulo de resíduos de plástico."


Plástico depois de ser biodegradado por dez lagartas em 30 minutos (Foto: CSIC/Divulgação)
A descoberta é de Bombelli, em parceria com Federica Bertocchini, da Espanha. Com o trabalho, eles querem desvendar o processo químico por trás da degradação natural do plástico.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Travessia Tupinambá: a maior trilha de Niterói será aberta ao público


A esperada Travessia Tupinambá, trilha que ligará São Francisco ao bairro Jardim Imbuí, em Piratininga, passou por uma alteração no calendário de entregas. Os amantes do montanhismo vão poder desbravar a trilha, parte do Parque Municipal Natural de Niterói (Parnit), a partir do início de maio. As intervenções estão na reta final de sinalização. Já para junho existe uma possibilidade de início de um projeto de acessibilidade, uma parceria do parque com o Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM). A ideia é levar pessoas com deficiência para um percurso leve, na Trilha dos Platos, com auxílio de uma cadeira adaptada.

A trilha Tupinambá terá 6,5 quilômetros e só poderá ser percorrida com a presença de um guia, devido o seu grau de exigência. A Prefeitura de Niterói explicou que a sinalização está sendo feita com setas indicativas pintadas nas rochas e árvores. Também, de acordo com as limitações do terreno, estão sendo instaladas setas de madeiras presas em árvores ou tótens onde a vegetação é muito baixa. Na entrada da trilha serão colocadas placas indicativas.

O percurso é rodeado de Mata Atlântica em diversos graus de regeneração, com presença de vários animais como: gambás, cuicas, preás, répteis, teius, jibóias, jararacas, corais e mico estrela. Há também uma diversidade de aves, como sabiás, saíras canários, tucanos e papagaios, informou a administração municipal.

Leandro do Carmo, diretor e Guia do CNM, informou que é uma travessia que interliga sete trilhas já consolidadas na região, saindo de São Francisco e terminando no Jardim Imbuí, mas é possível fazer o caminho inverso. “A Travessia Tupinambá veio para recolocar definitivamente o Parnit no circuito das trilhas da cidade. Com o crescente número de praticantes, é muito importante que possamos dar opções, assim não sobrecarregamos trilhas como a do Parque Estadual da Serra da Tiririca”, frisou.

O administrador do Parnit, Alex Figueiredo, explicou que alguns voluntários estão participando do projeto de sinalização da travessia. “A ideia é fazer uma trilha estruturada para que a pessoa não precise de guia. Niterói tem um público grande de montanhismo e adeptos de caminhadas e aventuras. Esse é um ambiente perfeito para ser explorado, em uma caminhada de nível moderado superior”, apontou.

O diretor do CNM, Leandro do Carmo, deu alguns detalhes da trilha. “No trecho do contraforte do Morro da Viração, há a possibilidade de visitarmos as ruínas de um possível posto de observação, que pelas características da construção, devem ser do mesmo período de construção da Atalaia Portuguesa que fica perto da Rampa de Voo Livre. Um pedaço da nossa história perdido em meio a floresta. Contamos ainda com dois fantásticos mirantes. Uma vista de tirar o fôlego”, finalizou.

PROJETOS FUTUROS
Alex frisou que está elaborando um projeto, em parceria com o CNM, para realizar um trabalho de acessibilidade. A aventura será na Trilha dos Platos, que fica no acesso ao Parque da Cidade na Estrada do Maceio, com cerca de quatro quilômetros de ida e volta. Nesse contexto a ideia é fazer uma trilha, com guias e supervisores, para os deficientes físicos, e se houver necessidade até mesmo uma cadeira adaptada será usada no circuito. A ideia faz parte do projeto Montanha para Todos, parte do CNM.

OUTRAS TRILHAS
Niterói tem duas unidades de conservação de uso de montanhismo e turismo: Parnit e Parque Estadual da Serra da Tiririca. No primeiro, segundo Prefeitura de Niterói, são cerca de 42,3 quilômetros de roteiros de trilhas, divididos em 16 trilhas. Sendo que alguns trechos são em comum com outros, como a trilha do Morro da Viração via Cafubá, em que há um trecho em comum com a trilha das Ruínas. São elas: Trilha Colonial, Santo Inácio – Via Parque da Cidade, Trilha do Mirante da Pedra Quebrada, Trilha Circular do Platô das Bikes, Trilha Circular das Jaqueiras, Trilha dos Blocos, Trilha dos Eucaliptos, Trilha do Papagaio (ou Zé Mundrongo), Travessia Parque da Cidade X Cafubá, Trilha do Mirante da Tapera, Morro da Viração via Cafubá, Mirante da Lagoa, Ilha do Pontal e Morro da Viração via Parque da Cidade.

No Parque Estadual da Serra da Tiririca, segundo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), são mais 15 trilhas: Trilha Pedra do Elefante; Costão de Itacoatiara; Enseada do Bananal; Córrego dos Colibris; Caminho de Darwin; Túnel Ferroviário; Morro do Catumbi; das Orações; Morro da Peça, Morro das Andorinhas; Ilha da Mãe; Pedra de Itaocaia; Ilhas Maricás; Travessia Vila Progresso X Serra Grande; e Circuito Volta da Lagoa de Itaipu.


FONTE: http://www.atribunarj.com.br/travessia-tupinamba-sera-aberta-ao-publico-em-maio/

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Greenpeace comemora 25 anos no Brasil e abre navio para visitação no Pier Mauá

Rainbow Warrior, navio usado pelo Greenpeace em defesa de diversas causas, atraca no Pier Mauá, ao lado do Museu do Amanhã, para celebrar os 25 anos de atuação da ONG no Brasil. Desde o dia 29, e ainda nos dias 4, 5 e 6 de maio, das 10h às 16h, quem estiver no Rio de Janeiro pode conhecê-lo por dentro. A entrada é Livre.




Na visita, é possível entrar na ponte de comando, conhecer a tripulação no navio e o trabalho desenvolvido pela ONG no Brasil, além de ficar sabendo tudo sobre a campanha pela defesa dos corais da Amazônia, que estão ameaçados pela exploração de petróleo.
Rainbow Warrior
O navio que visita águas cariocas é a terceira geração do primeiro barco do Greenpeace. Ao contrário dos dois primeiros, que eram barcos pesqueiros adaptados, este foi o primeiro com design personalizado, construído do zero seguindo os mais altos padrões ambientais.
O barco foi construído principalmente para navegação usando energia eólica em lugar de combustíveis fósseis, com a opção de alterar para um motor de potência de propulsão a diesel-elétrica quando em condições climáticas inadequadas. A forma do casco foi projetada para maximizar a eficiência energética.
O Rainbow Warrior III foi lançado à água pela primeira vez em julho de 2011 e batizado em 14 de outubro de 2011 em Bremen, Alemanha, na ocasião da celebração dos 40 anos do Greenpeace.
Clique AQUI para saber mais!



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Jogos Didáticos de Ecologia

Os jogos a seguir foram produzidos por alunos de Licenciatura em Biologia
Nas aulas da disciplina Laboratório de Ensino III, ministradas pela Professora Regina Mendes
Na Faculdade de Formação de Professores da UERJ

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Terrário autossuficiente

Bióloga ensina como montar um terrário usando um pote de vidro
Um terrário fechado é a melhor opção para quem quer ter plantas em casa, mas não leva jeito para jardinagem. Depois de prontos, são como um ecossistema em miniatura: a água evapora e as plantas se mantêm sozinhas, não é preciso nem regar. As espécies mais indicadas são as suculentas e cactáceas, que necessitam de pouca água.
O único cuidado é deixar o recipiente num local fresco e com luz indireta, afirma a bióloga Daiana Gonzalo, professora do Senac. Abaixo, ela ensina como montar um terrário
1- Em um pote de vidro, coloque uma camada com dois dedos de cascalho médio. isso permitirá que a água escoe e não fique acumulada na terra, evitando que as raízes apodreçam

2- Jogue grãos de carvão ativado para evitar a proliferação de microrganismos, em seguida, forre com musgo desidratado, que vai ajudar a segurar a terra e fornecer material orgânico


3-  Acrescente uma camada de terra adubada e insira as plantas com ajuda de uma espátula. É preciso deixar um espaço entre elas. Depois, finalize a decoração com cascalho



4- Regue o suficiente para umedecer a terra e feche bem o pote para a água não evaporar



5- Para enfeitar, cubra a tampa com um retalho de tecido e amarre com um fio de juta



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O mundo perdeu 58% das populações de animais selvagens em 40 anos




O mundo perdeu 58% das populações de seus animais selvagens entre 1970 e 2012. Os dados são do relatório Living Planet Index, feito pelo Instituto de Zoologia de Londres em parceria com a World Wildlife Fund (WWF), que analisou mais de 3,7 mil espécies de pássaros, peixes, mamíferos, anfíbios e répteis.

O levantamento sugere que a atividade humana, a exploração de animais selvagens, a poluição e as mudanças climáticas sejam alguns dos fatores responsáveis pela queda.

Os pesquisadores preveem ainda que, se continuar nesse ritmo, o mundo terá perdido dois terços de seus animais vertebrados ao longo dos próximos quatro anos — algumas espécies de elefantes e peixes são a que mostram um ritmo mais acelerado de declínio.

Críticas:
Alguns especialistas questionaram os resultados encontrados pelas duas organizações. A principal crítica é o fato o número considerado para a análise corresponde a apenas 6% do número total de espécies verterbradas do mundo.

Em entrevista à BBC, Stuart Pimm, o professor de conservação ecológica da Universidade Duke, nos Estados Unidos, aponta para o fato de a maior parte das espécies consideradas serem europeias. "Não há quase nada da América do Sul ou da África", explica. "É um estudo com falhas." 

Confira o relatório completo: AQUI

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Mata Atlântica teve área regenerada equivalente ao tamanho de São Paulo

Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma.

7 dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero. | Foto: iStock by Getty Images
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam nesta data avaliação inédita da regeneração da Mata Atlântica. O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que monitora a distribuição espacial do bioma, identificou a regeneração de 219.735 hectares (ha), ou o equivalente a 2.197 km², entre 1985 e 2015, em nove dos 17 estados do bioma. A área corresponde a aproximadamente o tamanho da cidade de São Paulo.
Segundo os dados do Atlas, Paraná foi o estado que apresentou mais áreas regeneradas no período avaliado, num total de 75.612 ha, seguido de Minas Gerais (59.850 ha), Santa Catarina (24.964 ha), São Paulo (23.021 ha) e Mato Grosso do Sul (19.117 ha).
Confira na tabela abaixo a regeneração ocorrida nos nove estados avaliados:
O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas.
Nos últimos 30 anos, houve uma redução de 83% do desmatamento do bioma. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, sete dos 17 estados da Mata Atlântica já apresentam nível de desmatamento zero: “Agora, o desafio é recuperar e restaurar as florestas nativas que perdemos. Embora o levantamento atual não assinale as causas da regeneração, ou seja, se ocorreu de forma natural ou decorre de iniciativas de restauração florestal, é um bom indicativo de que estamos no caminho certo”, observa Marcia.
Ao longo da história, a ONG foi responsável pelo plantio de 36 milhões de mudas de árvores nativas espalhadas pelo país, especialmente nas áreas de preservação permanente, no entorno de nascentes e margem de rios produtores de água, além de restaurar uma área em Itu, uma antiga fazenda de café, que hoje é destinada para atividades relacionadas a questões de conservação dos recursos naturais e restauração florestal.
“Durante o monitoramento, constatou-se a existência de outras áreas ocupadas por comunidades de porte florestal em diversos estágios intermediários de regeneração, áreas essas que devem ser mapeadas e divulgadas em futuros estudos”, esclare Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.
Este estudo foi realizado com o patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan. A análise se baseia em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8. O Atlas utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para monitorar remanescentes florestais acima de 3 ha.
Confira o mapa das áreas regeneradas: